Tite e João Saldanha: Salvadores da pátria em tempos distintos

O empate da Seleção Brasileira, em 2 a 2, com a Colômbia e a derrota para o Peru, por 1 a 0, no início do mês geraram revolta na torcida e pedidos de demissão para o técnico Tite. O comandante do time brasileiro, antes tido como unanimidade absoluta, enfrenta desconfianças desde a eliminação na Copa do Mundo de 2018 para a Bélgica e questionamentos sobre a capacidade de derrotar um time Europeu. O treinador que teve o mérito de resgatar o prestígio do time canarinho depois do vexatório 7 a 1 de 2014 já não tem agradado tanto. A antipatia aumentou depois da última lista de convocados, que vai desfalcar os clubes da Série A por algumas rodadas do Brasileirão.



Há 50 anos, João Saldanha desempenhou um papel similar de salvador do Brasil, ao aceitar comandar o desprestigiado time nacional, após o fiasco na Copa do Mundo de 1966 e os maus resultados nos anos seguintes. A personalidade forte e a coragem de dizer o que pensava sem papas na língua, tornaram o João "Sem Medo", rapidamente, uma unanimidade nacional. O fato curioso é que tudo isso se deu no período mais violento da ditadura militar, com o AI-5 já em vigor e Saldanha era um notório membro do Partido Comunista Brasileiro desde a juventude. Mas como os militares aceitaram um militante de esquerda no comando da Seleção?

Tema para o próximo post.

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